Estava eu, meditando, enquanto ouvia serelepemente (Existe isso?!) música dentro de um ônibus lotado, exprimido como espinha de nerd, e pensando na quantidade de coisas que, não sei a razão, mas não vemos mais com tanta frequência, ou nem vemos mais mesmo.
A primeira coisa que me peguei pensando e sentindo falta, foram das BALAS DE COCA-COLA, onde elas foram parar ?! Aquelas balas refrescantes, que se mordiamos ela grudava nos dentes e sentiamos aquele agradável gostinho de coca descendo goela abaixo, apenas nos dando vontade de comer mais e mais balas daquelas. Coca-Cola, por onde andam as suas balas ?? Saudades de precisar colocar o dedo nos dentes para tirar manualmente aquele pedaço de bala encrostado e cariando o pobre dentinho.
Velhos tempos de tirar a bala dos dentes com os dedos.
Além das maravilhosas balas de Coca-Cola, outra coisa a que sumiu foi o RELÓGIO DO SILVIO SANTOS! Quem nunca teve (Ou sonhou em ter) aquele relógio digital, cheio de botões, que te falava a hora ! (Exatamente te informava a hora!) E o melhor de tudo, te falava a hora em espanhol! Tu apertava um dos 300 botões (Realmente muitos botões para um relógio tão pequeno!) e la ia uma voz sexy de telesexo te informar: "SON DIEZ HORAS MUCHACHO!", ah! Aquela voz sensual muitas vezes atiçou minha imaginação, eu ficava imaginando que poderia ser uma mulher latina, muy caliente, dizendo a hora só para mim! (Bons tempos!). Além disso, o despertador era o som de um galo cantando! Tu acordava ao som de um cocoricó bem alto e fiasquento, como se tu tivesse dormido dentro de um galinheiro, mas depois vinha ela de novo, aquela bela e sedutora voz "SON OCHO HORAS, SU DANADO!", nada como começar o dia assim.
Esse não tem botões, mas a Chiquita Sexy fala a hora sim !
Outro item que não poderia faltar nessa lista é o maravilhoso e bem produzido MIMIOGRAFO, aquela engenhoca que era utilizada para fazer cópias, onde tu recebia as provas do colégio e sentia aquele cheiro maravilhoso de álcool que te deixava alcoolatra aos 7 anos de idade. E o mais interessante era que a pessoa que cuidava das cópias no colégio era uma pessoa forte, porque precisava girar aquela maldita manivela parecendo que ia ligar aqueles carros antigos. Aah! Que saudade daquele cheirinho!

